quinta-feira, 17 de abril de 2014

Dê uma boa olhada nos pássaros e desista da ansiedade



“…Não andeis ansiosos com sua própria vida, quanto ao que comer ou beber; nem com seu próprio corpo, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante que a comida, e o corpo mais importante que a roupa? Observai as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não tem vocês muito maior valor do que elas?…” (Mt 6. 25,26) 

Stress, distração, ira, depressão, pânico, insegurança. Além de serem antônimos de saúde, capazes de nos destruir de dentro para fora, o que estes distúrbios tem em comum é a origem: a ansiedade. Por isso, nem sempre é fácil identificar este mal dentro de nós. Pois, além de termos dificuldades em avaliarmos a nós mesmos e lidar com nossas imperfeições, muito mais complexo parece ser olhar através dos frutos da ansiedade que colhemos no coração. 

Em sua essência, ansiedade é uma reação inadequada às situações que nos cercam e surpreendem — o que é muito diferente das nossas preocupações e inquietudes que nos levam ao planejamento e à ponderação para agir. Contudo, permitimos, mais recorrentemente do que gostaríamos, que nossa agitação diária se converta em ansiedade e, consequentemente, em pecado, quando fixamos nos olhos no que está por vir, ao invés de observamos as oportunidades de fazermos o melhor possível em nossa situação presente.

Quando o próprio Jesus disse, e o fez três vezes: "Não andeis ansiosos... não vos inquieteis" (Mt 6.25, 31, 34), reiterado mais tarde pelo apóstolo Paulo: "Não andeis ansiosos de coisa alguma" (Fp 4.6), ele estava denunciando um caminho mau e uma péssima forma de andar. Revelando, assim, a face pecaminosa da ansiedade. Em qualquer tempo e em qualquer forma, pecado e, logo, uma forma errada de viver. 

Jesus vai direto ao assunto da ansiedade nesta passagem, e reprova nossa caminhada ansiosa, e aponta a alternativa do seu reino: “observai as aves do céu…”. Neste exercício Jesus convida a ansiedade à morte na reflexão e consciência do discípulo, que deve observar e perceber o Pai de amor por trás, por cima e em meio às circunstâncias da vida. Dar uma boa olhada à nossa volta, e em nossa história, e observar como o Senhor Deus cuida paternalmente. 

Como John MacArthur disse, “a ansiedade é uma rude desconfiança do poder e amor de Deus e, apesar de sua falta de sutileza, incorremos nela com facilidade e frequência”. Mas, sabendo disto, Jesus vem em nosso socorro, e chama nossa atenção ao fato de somos caríssimos em importância para o Pai celestial. Sua repetida e imperativa exortação "não vos inquieteis”, é uma ordem e graciosa alternativa maneira de viver, com relação à ansiedade: pare e desista, baseando-se no cuidado supremo de um Deus amoroso e onipotente.

Ele prometeu atender a todas as nossas necessidades e o fará: "Meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades" (Fp 4.19) 

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